lillylovesgreen

sobre tudo um pouco

Nova etapa, agora com minhas próprias pernas 26 agosto, 2009

Filed under: dia-a-dia — Ligia @ 5:42 pm

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida …
Sou isso, enfim …
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato. (Álvaro de Campos)

Há anos tenho esse trecho escrito nos meus caderninhos e durante todo esse tempo achava que vivia nesse intervalo, mas hoje é diferente  porque estou muito perto do “que desejo ser”. O concreto disso é ter tido alta da terapia, depois de quase 10 anos (!) hoje foi a última sessão – uma conquista importante.

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Finalmente ele vem 22 agosto, 2009

Filed under: de tudo um pouco,dia-a-dia — Ligia @ 2:35 pm

Matisse Hoje, de 5 de setembro a 1º de novembro, na Pinacoteca do Estado. A Dança não vem…

 

imponderável 19 agosto, 2009

Filed under: dia-a-dia,livros — Ligia @ 12:08 pm

“se até dia vinte ele me ligar, é porque vai rolar

se até quinta-feira não chover, passa a ser provável

se até seis da tarde o comercial passar duas vezes

é sinal de que tudo vai acontecer como o planejado

mulher adora dar um prazo para o imponderável”

Martha Medeiros em Cartas Extraviadas e Outros Poemas

 

Tietagem nr. 2 17 agosto, 2009

Filed under: dia-a-dia — Ligia @ 7:48 pm
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as meninas

as meninas

Muito bacana ter vocês por perto

Muito legal estarmos no mesmo momento

Muito melhor ainda já termos vivido tanta coisa e tantas fases juntas

E é  por causa de vocês que a vida está ainda melhor 🙂

 

Little Joy volta a celebrar a amizade no Via Funchal 14 agosto, 2009

Filed under: dia-a-dia — Ligia @ 3:37 pm

Lucas Nobile, de O Estado de S. Paulo

 

Divulgação, no Estado de hoje

Divulgação, no Estado de hoje

Se a banda Little Joy fizesse nesta sexta, 14, na Fundição Progresso (Rio de Janeiro), e no sábado, 15, no Via Funchal, exatamente o mesmo show que apresentou no início do ano, em São Paulo, já valeria o ingresso. Na ocasião, a banda formada por Rodrigo Amarante (guitarra/vocais/teclado), Fabrizio Moretti (guitarras/vocais), Binki Shapiro (vocais/teclado), Todd Dahlhoff (baixo), Matt Borg (guitarra) e Matt Romano (bateria) fez três apresentações curtas e lotadas na Clash. Desta vez, o grupo volta ao Brasil para tocar em grandes casas, com poucas, mas promissoras novidades.

 Além de mostrar todas as músicas do álbum de estreia, o Little Joy apresentará duas novas composições – feitas nas duas últimas semanas, em Nova York -, que ainda nem título receberam, e mais dois covers: a balada “Midnight Voyage”, da banda The Mamas and The Papas, e a imagética e realista “Procissão”, de Gilberto Gil, lembrando o arranjo feito pelos Mutantes em 1968, que já vinha sendo executada brilhantemente pelo Little Joy na turnê deste ano pelos Estados Unidos, México e Europa. Diferente dos shows de janeiro e fevereiro, a banda será acompanhada desta vez por um naipe de metais, que tocará frases que foram gravadas no disco, mas não vinham sendo feitas ao vivo.

 Na abertura do show, mais uma novidade. Além da banda The Dead Trees, a mesma que tem acompanhado o Little Joy nas exibições pelo exterior, quem sobe ao palco é o cantor e compositor nova-iorquino Adam Green, cujo próximo disco, que será lançado em breve, foi coproduzido por Rodrigo Amarante. “É o melhor que o Adam já fez. Quem produziu foi o Noah (Georgeson, produtor do álbum do Little Joy e dos dois últimos trabalhos do americano Devendra Banhart). Eu me considero um coprodutor passageiro, pois não participei das gravações o tempo inteiro”, diz Amarante.

O grupo, que tocou na noite de ontem em Porto Alegre, começou a se apresentar em pequenos bares pelos Estados Unidos, com cada integrante carregando seus instrumentos e colaborando na montagem dos minúsculos palcos e na passagem de som, como se fossem amadores. Agora, eles têm a chance de mostrar que as canções leves e amenas do primeiro disco são grandes demais para ficarem confinadas a botecos e baladas do interior norte-americano, e que podem ser aplaudidas em uma casa de shows brasileira com capacidade para 6 mil espectadores, como a Via Funchal.

Público fiel a banda já tem, não por ter como apelo a presença em sua formação dos cariocas Amarante e Moretti, que anteriormente tocavam em grupos seguidos por legiões de fãs, como Los Hermanos e The Strokes, respectivamente, mas sim pelo fato de terem composto canções despretensiosas para expressar o motivo de sua união: uma sincera celebração entre amigos.

 

Novo dia 8 agosto, 2009

Filed under: música — Ligia @ 6:15 pm
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Fazia tempo que não ouvia Ben Harper e esses dias revi um de seus dvds que me fez lembrar porque gosto taaanto de sua música, ele é tão eclético que até emociona, como Suzie Blue – minha atual predileta:
Won’t you sing me the blues
Won’t you sing me the blues
Sing me something my heart can use; misery loves a symphony

Does your face, your pretty face get lost in a crowd?
And you say no one’s there
To hear you cry out loud
What will you do, Suzie Blue?

Where did you learn to do that so well?
Where did you learn to do that so well?
I guess that would be like kiss and tell
If it’s a secret, why did you show me?

But your far away from the love you used to hold, don’t sit and watch your self
grow old
The day is new, Suzie Blue
The day is new, Suzie Blue

Real life has let you down
Real life has let you down
Someone stripped the jewel from your crown
Everybody owes somebody something
Kissing from heaven in your arms
And we’ll make love to the memories
They will always see us through, Suzie Blue
The day is new, Suzie Blue
The day is new, Suzie Blue

Adoro pensar que the day is new…

 

velhos vícios 3 agosto, 2009

Filed under: dia-a-dia,música — Ligia @ 12:00 pm
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Nesse fim de semana minha prima se lembrou que na época que morávamos juntas em Campinas eu já viciava em algumas músicas e ficava ouvindo a favorita over and over again. Não me lembro de nenhuma dessa época (vou checar se ela sabe update: menina mulher da pele preta, do jorge ben), mas consigo identificar quando essa nóia da repetição começou. Era época que, pra ouvir a música predileta quando quisesse, era preciso comprar um disco de vinil com um monte de faixas que nunca iria ouvir na vida ou ficar esperando “as mais tocadas” na rádio da cidade, com o play + rec apertados e torcendo pro locutor (geralmente um maleta) não falar nada no meio da música tão esperada. Isso feito, uma amiga gravou uma fita k-7 INTEIRA só de More than Words! E a gente ficava ouvindo aquilo sem parar, um horror, virava o lado da fita e mais do mesmo… daí eu virei nóinha e hj em dia fico no repeat deixando todo mundo em volta enjoado hehehe

Isso tudo pra dizer que a favorita de hoje eu descobri no documentário da Marisa Monte, num trecho que mostra os músicos se aquecendo antes de um show. Joguei um pedacinho da letra no google e:

Ah, madrugada já rompeu
Você vai me abandonar
Eu sinto que o perdão você não mereceu
Eu quis a ilusão agora a dor sou eu
Pobre de quem não entendeu
que a beleza de amar é se dar
e só querendo mentir nunca soube o que é perder pra encontrar
Eu sei… que é preciso perdoar
Foi você quem me ensinou que um homem como eu
Que tem por que chorar
Só sabe o que é sofrer se o pranto se acabar

(É Preciso Perdoar com João Gilberto, composição: Carlos Coqueijo. Tudo daqui)